segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Investigadores norte-americanos criam método inovador que neutraliza emissões durante o fabrico de cimento Portland

Uma equipa de investigadores do Instituto de Nano Sistemas da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) desenvolveu uma técnica que permite atenuar a libertação de dióxido de carbono durante o fabrico do cimento. A tecnologia passa pela captura e reutilização daquele gás nocivo, que representa sensivelmente 82% dos gases de efeito de estufa, potenciando a redução da poluição do meio ambiente decorrente da atividade da indústria cimenteira e de todo o setor da construção.
Todos os anos são fabricadas, a nível mundial, cerca de 5 mil milhões de toneladas de cimento Portland e por cada tonelada produzida, é libertada para a atmosfera quase uma tonelada de dióxido de carbono. Globalmente a indústria cimenteira é responsável por 7% das emissões de dióxido de carbono.
Durante o fabrico do cimento é o processo de calcinação calcária, por envolver a geração de temperaturas muito elevadas, um dos grandes culpados da libertação de gases nocivos. Cerca de 65% do CO2 é libertado durante essa fase e 35% em resultado da queima de combustível para o aquecimento, a 1500 graus centígrados, da cal e sílica para a obtenção de silicato tricálcico.
O processo desenvolvido pelos investigadores da UCLA consiste na captura do dióxido de carbono libertado durante a calcinação e sua combinação com hidróxido de cálcio para obter calcário. Isto cria um ciclo produtivo mais limpo, que não envolve a libertação de CO2.
Além disso, o novo processo tem um efeito secundário positivo, reduzindo, em 50%, a quantidade de calor envolvida no ciclo de produção do cimento.

Fonte: Universidade da Califórnia, Los Angeles | Imagens (adaptadas): via © ThyssenKrupp AG (https://www.thyssenkrupp.com/en/presse/bilder.html&photo_id=1254); Universidade da Califórnia, Los Angeles; artigo “Direct Carbonation of Ca(OH)2 Using Liquid and Supercritical CO2: Implications for Carbon-Neutral Cementation”

sábado, 3 de outubro de 2015

Conheça o robô “pedreiro” que instala mil tijolos por hora e constrói casas em 2 dias

O robô consegue trabalhar 20 vezes mais rápido do que um humano na tarefa. Sua velocidade máxima é de mil tijolos por hora, o que significa que ele consegue construir até 150 casas por ano.
Para conseguir realizar seu trabalho, Hadrian possui um telescópio articulado de 28 metros em seu interior.
Para colocar os tijolos corretamente, ele utiliza um desenho assistido por computador em 3D com a representação da casa. Argamassa ou adesivo podem ser usados na ponta de sua estrutura. Conforme imagens abaixo:
A fabricante responsável pelo robô, Fastbrick Robotics, pretende lançar a primeira versão comercial do protótipo até o ano que vem.
“O Hadrian reduz o tempo total de construção de uma casa padrão em aproximadamente seis semanas,” disse o CEO Mike Pivac.
Veja o vídeo abaixo:

“Devido ao elevado nível de precisão que ele alcança, a maioria dos outros componentes, como cozinhas e banheiros, pode ser fabricada em paralelo e simplesmente montada logo que o assentamento de tijolos estiver concluído”.
Pivac espera que o robô não “roube” empregos de humanos, mas sim que crie novas vagas no mercado. “A máquina irá preencher o vazio que existe devido à diminuição do número de pedreiros disponíveis, cuja média de idade é quase 50 na Austrália”, disse.
“O Hadrian deve atrair os jovens de volta ao assentamento de tijolos, já que a robótica é vista como uma tecnologia atraente”.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Estudantes criam parede que reduz a temperatura

No auge do verão, seja do hemisfério Norte, como do hemisfério Sul, boa parte da população sonha em ter em casa ou no trabalho acesso a um ambiente climatizado, com ar condicionado. No entanto, quem tem sabe o quanto esse “mocinho” é o verdadeiro “vilão” da conta de luz.
Justamente por ser tão caro a população se utiliza de velhos truques para amenizar a temperatura nos meses mais quentes. Uns apelam para o ventilador, outros desligam os eletrodomésticos da casa e tem até quem chega a jogar baldes de água do lado de fora da parede.
Na Espanha, estudantes de arquitetura tiveram a ideia de fazer uma parede capaz de reduzir a temperatura do ambiente. Quer saber como?

O material utilizado, a hidrocerâmica, é formado por bolhas de hidrogelcapazes de reter até 400 vezes o seu volume em água. Essa característica permite que as esferas absorvam água e, nos dias quentes, com a evaporação, reduz a temperatura.

Após testes, os estudantes verificaram que o melhor material para ser utilizado junto com o hidrogel foi a argila, que por conta de sua porosidade, auxilia a evaporação.
Assim, chegaram a reduzir a temperatura em 6 graus centígrados.

A invenção não utiliza energia elétrica e a redução na conta de energia pode ser de até 28%. Sem falar que, com uma parede dessas, o ato de jogar um balde de água nela seria bem mais eficiente para amenizar o calor. Além disso, você pode poupar o esforço e a água, já que no Brasil os períodos mais quentes são também os mais chuvosos, dando uma bela ajuda na recarga das bolhas de hidrogel.
O vídeo abaixo mostra o funcionamento, a fabricação e o processo de testes do material embutido na parede.
Referências: Arch DailyDesignboom

Empresas desenvolvem telhas já com placas solares


Sempre quando se fala em unir sustentabilidade e beleza surge um desafio do mercado de engenharia e arquitetura. Por isso, com o objetivo de solucionar os “problemas estéticos”, vamos dizer assim,  envolvendo as placas solares convencionais, as empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM aprimoraram a tecnologia e desenvolveram a Tegola Solare, uma telha cerâmica fotovoltaica, que se integra à estrutura da casa ou edifício. Show, não é mesmo?
Um dos motivos que levou ao desenvolvimento da nova telha, foi o fato de os painéis tradicionais serem grandes e pesados, eram alvo de reclamações de grande parte do público, que rejeitava os modelos alegando que não queria danificar a estética dos telhados, fator que impedia a disseminação da energia solar.
Feita cerâmica, as telhas possuem quatro células fotovoltaicas embutidas e a fiação segue embaixo do telhado para o conversor.
De acordo com o fabricante, além de ser capaz de substituir os painéis para captação de luz do sol, a Tegola Solare pode gerar cerca de 3kw de energia em uma área instalada de 40m², ou seja, um telhado completo ou parcialmente coberto já poderia suprir as necessidades energéticas de uma casa tranquilamente. Logo, essas telhas ainda são mais caras do que as placas convencionais.
A Tegola Solare já faz sucesso fora do Brasil, principalmente na cidade italiana de Veneza, local onde a maioria dessas telhas já foram instaladas. A Itália é um país que possui muitas casas antigas e os centros históricos têm muitas regras de preservação, logo, em algumas cidades, a colocação de painéis solares é muitas vezes proibida por lei.
Como é a instalação?
A instalação das telhas fotovoltaicas é feita normalmente, como a de qualquer outro telhado, e a área que captará a luz solar depende da necessidade do imóvel. Por isso, os fabricantes também disponibilizam o mesmo modelo em telhas comuns.
Caso tenha a necessidade de substituição de alguma dessas peças, o processo também é simples, devido ao aspecto modular do telhado.
Outros modelos de telhas solares
Como o mercado da arquitetura sustentável esta crescendo cada dia mais, outras empresas pelo mundo já vinham desenvolvendo esse tipo de telhas solares, inclusive a própria Area Industrie Ceramiche já havia feito um modelo onde pequenos painéis fotovoltaicos eram acoplados no lado liso das peças cerâmicas. A empresa americana SRS Energy também produz uma placa em formato de telha de barro na cor azul escuro, porém, ela só é compatível com as telhas de cerâmica fabricadas por outra empresa parceira.