segunda-feira, 2 de maio de 2016

Suecos criam madeira transparente que poderá substituir o vidro em janelas e fachadas de edifícios

O Departamento de Tecnologias de Fibras e Polímeros do Centro Wallenberg de Ciências da Madeira do Instituto Real de Tecnologia KTH, na Suécia, criou um novo tipo de material, à base de madeira, com características translúcidas. Esta madeira transparente é uma potencial alternativa, renovável e de baixo custo, ao vidro em janelas e fachadas de edifícios. A Madeira Oticamente Transparente possui uma transmitância (a fração da luz incidente que atravessa uma amostra de matéria) que pode chegar aos 85% em amostras com 1.2 mm de espessura. Foi obtida através da remoção, em elementos de madeira de balsa, da componente de lignina, uma substância presente na maioria das plantas terrestres, essencial para o desenvolvimento da resistência e impermeabilidade da sua estrutura. A lignina confere também características de opacidade e absorção de luz, pelo que a sua eliminação aumenta a translucidez dos elementos de madeira, ao mesmo tempo que incrementa a sua porosidade. Os vazios resultantes do processo de extração de lignina foram então preenchidos com metacrilato de metilo pré-polimerizado (MMA), sendo preservada a hierarquia nano-estrutural dos elementos de madeira. As propriedades óticas da madeira foram reguladas através do controlo do volume de celulose, o que permitiu aos investigadores do Instituto Real de Tecnologia KTH obter elementos construtivos de madeira com elevada transmitância, mantendo praticamente inalteradas (ou até incrementando) as características de resistência estrutural. De acordo com os engenheiros daquele instituto sueco, estes materiais bio compósitos nano estruturados, com excelentes características funcionais de translucidez e propriedades mecânicas melhoradas, bem como baixo peso e custo reduzido, são uma excelente alternativa para a execução de fachadas envidraçadas de edifícios e no fabrico de painéis solares fotovoltaicos transparentes de fachada. Fonte e Imagens (adaptadas): Instituto Real de Tecnologia KTH; “Optically Transparent Wood from a Nanoporous Cellulosic Template: Combining Functional and Structural Performance”, Yuanyuan Li, Qiliang Fu, Shun Yu, Min Yan, Lars Berglund

Singapura utiliza impressão 3D na construção de edifícios de habitação social

O governo de Singapura, através do Conselho de Habitação e Desenvolvimento (HDB) está a desenvolver um programa pioneiro de aplicação de tecnologias de impressão 3D à construção de edifícios. Com um financiamento próximo de 100 milhões euros, o programa permitirá a implementação de processos avançados de pré-fabricação aditiva. Com cerca de 82% da população a residir em edifícios governamentais de habitação social, a cidade-estado de Singapura possui as características ideais para tirar o máximo partido da otimização da construção, reabilitação, manutenção e gestão do parque imobiliário público. Nesse âmbito, foi fundado o Centro de Impressão 3D de Singapura, uma spin off da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), que visa estudar a viabilidade da utilização da impressão 3D na execução de estruturas de edifícios e desenvolver novas técnicas construtivas.
Em vez da impressão de um compartimento de cada vez, o que se pretende é a execução de pisos completos através de impressoras 3D de betão e de metal, o que reduziria drasticamente os prazos de construção de edifícios e a extrema dependência da indústria da construção de Singapura no know-how e mão de obra estrangeiros. Os pisos seriam transportados do local de fabrico até ao estaleiro e elevados e instalados na posição final através de gruas de grande capacidade. O objetivo principal do Centro de Impressão 3D de Singapura é que no prazo de três anos comecem a ser impressas as primeiras estruturas com recurso a fabricação aditiva. Para já os investigadores estão centrados apenas na execução da componente estrutural, sendo os restantes elementos construtivos realizadas com recurso a técnicas tradicionais. Fonte: NTU | Imagens (adaptadas/ilustrativas): via Lewis Yakich

Concluída Construção da Maior Central Fotovoltaica do Mundo

Foi concluída nos EUA a construção da maior central fotovoltaica do mundo. O Projeto Solar Agua Caliente localiza-se em Yuma, no deserto do Arizona e ocupa uma área superior a 970 hectares. O complexo tem uma capacidade instalada de 290 MW e a sua construção teve um custo próximo dos 1800 milhões de dólares, sendo detido pela NRG Energy e MidAmerican Solar. Imagem: via NRG (adaptada)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Ancoragem móvel para cadeira suspensa

Equipamento revolucionário que ira mudar o conceito de como trabalhar em altura. Com essa máquina, o serviço que iria durar 1 semana com 5 profissionais trabalhando ao mesmo tempo, ela fez o serviço em meio dia de trabalho. Não acreditei quando a vi trabalhando, economiza muito tempo e muito dinheiro. Ex sem a máquina:  5 profissionais x R$ 150 a diária x 7 dias = R$ 5250,00.
                          Ex com a máquina: 1 profissional, digamos que 1 dia de serviço > R$ 150,00

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Investigadores norte-americanos criam método inovador que neutraliza emissões durante o fabrico de cimento Portland

Uma equipa de investigadores do Instituto de Nano Sistemas da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) desenvolveu uma técnica que permite atenuar a libertação de dióxido de carbono durante o fabrico do cimento. A tecnologia passa pela captura e reutilização daquele gás nocivo, que representa sensivelmente 82% dos gases de efeito de estufa, potenciando a redução da poluição do meio ambiente decorrente da atividade da indústria cimenteira e de todo o setor da construção.
Todos os anos são fabricadas, a nível mundial, cerca de 5 mil milhões de toneladas de cimento Portland e por cada tonelada produzida, é libertada para a atmosfera quase uma tonelada de dióxido de carbono. Globalmente a indústria cimenteira é responsável por 7% das emissões de dióxido de carbono.
Durante o fabrico do cimento é o processo de calcinação calcária, por envolver a geração de temperaturas muito elevadas, um dos grandes culpados da libertação de gases nocivos. Cerca de 65% do CO2 é libertado durante essa fase e 35% em resultado da queima de combustível para o aquecimento, a 1500 graus centígrados, da cal e sílica para a obtenção de silicato tricálcico.
O processo desenvolvido pelos investigadores da UCLA consiste na captura do dióxido de carbono libertado durante a calcinação e sua combinação com hidróxido de cálcio para obter calcário. Isto cria um ciclo produtivo mais limpo, que não envolve a libertação de CO2.
Além disso, o novo processo tem um efeito secundário positivo, reduzindo, em 50%, a quantidade de calor envolvida no ciclo de produção do cimento.

Fonte: Universidade da Califórnia, Los Angeles | Imagens (adaptadas): via © ThyssenKrupp AG (https://www.thyssenkrupp.com/en/presse/bilder.html&photo_id=1254); Universidade da Califórnia, Los Angeles; artigo “Direct Carbonation of Ca(OH)2 Using Liquid and Supercritical CO2: Implications for Carbon-Neutral Cementation”